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Considerando os desafios diários vividos pelo homem moderno no tocante às fustigantes investidas do pessimismo, e que de maneira decisiva tem dilapidado impiedosamente as estruturas do equilíbrio psíquico, temos a considerar os muitos fatores que tem assolado impiedosamente os corações, podemos afirmar que num plano bastante destacado temos a desordem social, e nesta esfera nada tem sido mais agressivo e devastador para as reservas do equilíbrio social do que o fator desesperança, que tem campeado vitorioso sobre os corações que ainda frágeis e apequenados, têm reagido de forma muitas vezes errôneas e por demais equivocadas.

Quando falamos em desordem social, precisamos considerar que esta não reside propriamente na desobediência do povo para com os seus governantes, e muito menos numa desobediência social para com a ordem constitucional instituída. Em um regime em que o poder emana do povo, pelo povo e para o povo, tem-se insistido em se fixar na quebra sistêmica do elo entre o poder e o povo, na medida em que o poder instituído pelo povo, passa a desconhecer de forma afrontosa e sistêmica a temporalidade de sua permanência, insistindo em avançar pelos caminhos sórdidos da perpetuidade, e desconsiderando a sua responsabilidade em governar pela ordem e pelo progresso do povo que o instituiu, passando daí a optar por uma governança em torno de interesses puramente pessoais e corporativos.

Todas as vezes que velhas ordens psíquicas são sacudidas pelos ventos fortes das transformações e das mudanças, sempre existiu e sempre existirão severas resistências, e sempre haverá um esforço hercúleo para o continuísmo, e daí impotentes ante as ondas avassaladoras  do pregresso, as velhas ordens passam a digladiarem ferozmente entre si, e assim sem perceberem começam a abrir amplos espaços para o progresso, foi assim na França, foi assim na Inglaterra, foi assim na China, foi assim na Alemanha, nos Estados Unidos da América e também foi assim na Índia, seria exigir muito que mentes envelhecidas, corrompidas pelo poder, pela ganância e chagados pelo egoísmo corrosivo, se curvassem exultantes ante aos avanços propostos para uma nova era.

Contudo temos a considerar também o homem velho que existe em todos nós, pessimistas, medrosos, receosos, inconsistentes diante aos atributos da fé, e ainda constantemente visitados pelas reverberações do passado, sempre nos convidando aos mesmos erros, pactuados com a intolerância, a agressividade, e a revolta constantemente armada, e sempre prontos a agredir e a sovelar a qualquer um que se apresente como adversário.

Assim, dentro dessa nossa obtusa incapacidade de enxergarmos os fachos luzidios do amor ao próximo, sempre nos colocamos a acreditar que a força e a violência sejam os caminhos mais eficazes para o triunfo do bem.

Corações queridos, lembremo-nos de Mohandas karamchand Gandhi, o Mahatma, que tanto na luta pela independência de seu país, quanto na luta contra as imposições religiosas, fez a opção pelas armas da paz, desarmando corações, optando pela concórdia e pelo perdão, e ensinando através dos exemplos pessoais que as estradas pacifistas quando buscadas como sentido de vida, formam verdadeiramente uma direção vitoriosa.

Quando fazemos a opção pela paz, o temor desaparece, as incertezas cedem lugar a confiança, e as incertezas quanto ao futuro não se sustentam abrindo campo livre para o plantio da segurança, onde existe a paz, também mora a esperança, vizinha da confiança e da perseverança, e assim a resiliência se interioriza na alma criando raízes vitoriosas e inquebrantáveis.

Sejamos todos nós os embaixadores da paz, Jesus o Mestre da paz, continua firme no leme a conduzir a embarcação terrena rumo a portos seguros, creiam que inúmeras grandes almas já se encontram reencarnadas no cenário brasileiro, oficiosas e responsáveis no exercício de suas funções, esperando tão somente serem chamadas aos cenários das grandes decisões, inúmeras outras já se encontram aí reencarnadas aguardando, ainda imersos no sono infantil, e outros muitos já vivendo o despertar juvenil, mas todos a esperar responsavelmente pelo porvir para darem o recado a que foram convidados, com destemor, com determinação e com a autoridade existente na alma dos grandes pacifistas, todos prontos para assumirem suas responsabilidades.

Os grandes trabalhadores espirituais, responsáveis pelas atividades de progresso do orbe e das nações, distribuem às velhas raposas de ontem, oportunidades a mãos cheias, no intuito de que elas se façam dignas da vinha, infelizmente muitas após passarem por grande e intenso preparo, ainda assim retomam os mesmos velhos erros do passado e infelizmente menoscabam as novas responsabilidades recebidas, tornando-se outra vez indignos de seu tempo, e por fim acabam por desdenhar as uvas. Mas, quando os caminhos parecem sem vida, desolados, tristes, devastados e impróprios, a solução nunca é de se mudar os caminhos, simplesmente renovam-se as mentes pois, não são os caminhos que constroem as mentes, muito pelo contrário, são as mentes que constroem e sensibilizam os caminhos, tornando-os cheios de vida, alegres, cultiváveis e próprios para a felicidade.

Façamo-nos mensageiros da paz, nos doando por inteiro aos trabalhos voltados à construção da paz, ingressemos hoje no grande exército dos pacifistas sempre com o coração desarmado, e em tudo sejamos nós os pacificadores trabalhando num plantão sem tréguas, falando de paz, semeando a paz, cuidando da paz e acima de tudo exemplificando a paz em nossos mínimos atos, e onde estivermos nos façamos a pombinha branca da paz a sinalizar os melhores caminhos para o entendimento e para a concórdia.

E recordando a Jesus, o Senhor e Mestre, quando nos exortando para o entendimento da paz verdadeira nos asseverou: “Deixo-vos a paz, a minha paz vo-la dou, eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração e nem se atemorize”. Não aceitemos uma outra paz, que não seja a paz que repousa no amor incondicional ao próximo, a paz onde a fraternidade se torna o grande clarim da esperança.

Paz e muitas alegrias,

Marcelo Rios, psicografado por Jairo Avellar

*João 14.27

A alma da Doutrina Espirita é o amor ao próximo, e a alma do amor é o trabalho. Amor e trabalho são duas paralelas que se fundem sob o nome da caridade.  Andradinha.

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