Feeds:
Posts
Comentários

Entre um ano que se vai
E outro que se inicia,
Há sempre nova esperança,
Promessas de Novo Dia…

Considera, meu amigo,
Nesse pequeno intervalo,
Todo o tempo que perdeste
Sem saber aproveitá-lo.

Se o ano que se passou
Foi de amargura sombria,
Nosso Pai Nunca está pobre
Do pão de luz da alegria.

Pensa que o céu não esquece
A mais ínfima criatura,
E espera resignado
O teu quinhão de ventura.

Considera, sobretudo
Que precisas, doravante,
Encher de luz todo o tempo
Da bênção de cada instante.

Sê na oficina do mundo
O mais perfeito aprendiz,
Pois somente no trabalho
Teu ano será feliz.

Não esperes recompensas
Dos bens da vida terrestre,
Mas, volve toda a esperança
A paz do Divino Mestre.

Nas lutas, nunca te esqueça
Deste conceito profundo:
O reino da luz de Cristo
Não reside neste mundo.

Não olhes faltas alheias,
Não julgues o teu irmão,
Vive apenas no trabalho
De tua renovação.

Quem se esforça de verdade
Sabe a prática do bem,
Conhece os próprios deveres
Sem censurar a ninguém.

Ano Novo!… Pede ao Céu
Que te proteja o trabalho,
Que te conceda na fé
O mais sublime agasalho.

Ano Bom!… Deus te abençoe
No esforço que te conduz
Das sombras tristes da Terra
Para as bênçãos de Jesus.

Francisco Cândido Xavier, ditada pelo Espírito Casimiro Cunha.

PS: Poema lido no especial de Ano Novo do Programa Perante a Eternidade, na rádio boa nova.

Anúncios

(Sociedade Espírita de Tours, 24 de dezembro de 1862. – Médium, Sr. N…)

Esta noite que, no mundo cristão, se festeja o Nascimento do Menino Jesus; mas vós, meus irmãos, deveis também vos rejubilar e festejar o nascimento da nova Doutrina Espírita. Vê-la-eis crescer como essa criança; virá, como ela, esclarecer os homens e lhes mostrar o caminho que devem percorrer. Logo vereis os reis, como os magos, virem, eles mesmos, pedir a esta Doutrina os recursos que não encontram mais nas idéias antigas.

Não vos trarão mais o incenso e a mirra, mas se prosternarão de coração diante das idéias novas do Espiritismo. Não vedes já brilhar a estrela que deve guiá-los? Coragem, pois, meus irmãos; coragem, e logo podereis com o mundo inteiro celebrar a grande festa da regeneração da Humanidade.

Meus irmãos, por muito tempo guardastes em vosso coração o germe dessa doutrina; mas hoje eis que ele aparece à luz com o apoio de um tutor solidamente plantado e que não deixará curvar seus fracos ramos; com esse apoio providencial, crescerá dia a dia e se tornará a árvore da criação divina.

Dessa árvore recolhereis frutos que não conservareis só para vós, mas para vossos irmãos que terão fome e sede da fé sagrada. Oh! então, apresentai-lhes esse fruto, e exclamai do fundo do vosso coração: “Vinde, vinde partilhar conosco o que alimenta o nosso espírito e alivia as nossas dores físicas e morais.”

Mas não esqueçais, meus irmãos, que Deus vos fez levantar o primeiro germe; e esse germe cresceu e se tornou já uma árvore própria para dar seu fruto.

Restar-vos-á alguma coisa, são esses caules que podereis transplantar; mas antes, vede se o terreno ao qual confiais esse germe não esconde, sob seu leito aparente algum verme roedor que poderia devorar o que vos confiou o Mestre.

Assinado: SÃO LUÍS.
(Revista Espírita 1863)

PS: Mensagem lida no especial de natal do programa Perante a Eternidade na rádio Boa Nova.

lançamento Posto esperança

Muitas vezes o desânimo inunda a alma que assim, passa a olhar a sua volta, como se tudo estivesse caminhando em sentido contrário. Parece que os ponteiros do relógio estão se movimentando no sentido anti-horário e o próximo minuto surge como um dia longe demais.

Passa a sentir a impressão de que uma mão poderosa lhe aperta a garganta, proporcionando uma asfixia quase que plena, daí o coração parece acelerar descompassadamente, como se fosse um corredor veloz, que de tão rápido parece querer fugir pela boca.

Debilitado, inseguro, insosso, sente a vida por um fio, fugindo, saindo, partindo como se a morte fosse a companheira mais próxima.

Nestes instantes, o desespero toma conta, pensamentos medrosos, desordenados, desorientados, regados a tempestuosas ondas de suor, toda essa tormenta é acompanhada por um intenso tremor interno, parecendo prenunciar que a morte está mais próxima, e que tudo caminha mesmo para o caos e para o inexorável fim.

Corre corre, ambulância, hospitais, médicos, urgência, emergência, exames, tranquilizantes, os minutos correm eternos e apreensivos para toda família, até que um repentino alívio passa a ser sentido, mais alguns instantes e tudo parece ter sido tão somente um sonho, um pesadelo ou algo parecido.

Segue-se as prescrições médicas, tranquilizantes, calmantes, ansiolíticos, antidepressivos, exercícios físicos, alimentação pontual, caminhadas, relaxamentos, sono, descanso, férias, alteram-se as prescrições, tempos e mais tempo de tratamento, de desassossego diário pelo medo de recidivas, e quando menos se espera, surgem novos e novos episódios, que, pouco a pouco, vão debilitando o ser em sua autoconfiança, transformando-o em escravo do medo.

São almas que trazem as estruturas perispirituais comprometidas pelos múltiplos abusos cometidos nas trilhas do terror, dos crimes, das traições, das perseguições sistêmicas, dos desmandos perpetrados na calada das noites insondáveis, dos calabouços, das injustiças, e somado a tudo registra-se na grande maioria dos casos o uso abusivo e contumaz do álcool.

Aliado a tudo isso, temos os incontáveis séculos de desassossego e de sofrimentos, vividos entre os fantasmas da culpa nos ambientes inferiores, financiados pela mente açodada pela inadiável tomada de consciência e pelo arrependimento corrosivo a dilacerar as entranhas.

Alma querida, frente a frente a estes processos doloridos e de grande sofrimento, lembre-te da Doutrina Espírita, como eficaz medicação para a alma, apresentando inestimável colaboração para todos aqueles que desesperadamente anseiam pelo processo da cura integral.

Em primeiro plano está a total obediência às prescrições médicas, pois as estruturas fisiológicas necessitam de reparações e bloqueio, e isso em regime de urgência.

Em paralelo, a terapêutica indicada é a do Evangelho de Jesus, que trabalhado de forma segura, através de “O Evangelho Segundo o Espiritismo” centrado no estudo minucioso dos seus seis primeiros capítulos, removerá o núcleo iracundo da culpa, e apresentará saídas maravilhosas através do perdão.

Outro complemento importantíssimo vem através do trabalho a benefício dos semelhantes, a campanha do quilo, as visitas fraternas, a distribuição de alimentos e vestuário, e os trabalhos voluntários de toda ordem.

No primeiro ponto estanca-se as crises de forma objetiva, atuando sobre as múltiplas distonias de ordem fisiológica, impedindo que micro lesões irreversíveis venham a ocorrer nas áreas cerebrais, principalmente no conjunto das estruturas hipotalâmicas.

No segundo ponto, estendemos o tratamento às estruturas perispirituais, que já vinham combalidas pelos desmandos perpetrados no curso dos séculos, e que agora transbordando reflexos e sintomas sobre as estruturas fisiológicas, passam a requerer imediata recuperação através do autoamor.

Assim, no terceiro momento, o trabalho amor, realizado a benefício dos semelhantes, passa a produzir uma analgesia sobre as estruturas da culpa e do remorso, através da construção de hábitos novos e de reflexos mais evangelizados no trato para com a vida.

Alma querida, a cura existe e está aí ao alcance de todos, bastando para isso a consciência quanto à diversidade etiológica das causas e a compreensão da multidisciplinaridade do tratamento.

Não se resolve questões seculares através dos contos de fadas, das magias, ou de superficiais pajelanças, requer sim a presença de uma vontade robusta e firme, aliada ao compromisso decisivo com a reforma íntima financiando a construção de atitudes renovadas.

Muita paz e muitas alegrias,

 

Scheilla

Psicografado por Jairo Avellar

novo site

Clique aqui

mailing

Visite nossa loja virtual: clique aqui

Em Doutrina Espírita vivemos propagando a importância das vidas sucessivas como a grande fiadora do progresso do ser. Assim vivemos a apontar a reencarnação como sendo o grande fio condutor das almas, ensejando oportunidades renovadas para o crescimento, o aprimoramento e para o avanço do ser.

No túmulo de Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, encontra-se anotado a seguinte frase: “Nascer, morrer, renascer de novo, progredir sempre tal é a lei”, definindo finamente a rica relação entre a vida e a morte e indicando o maravilhoso paralelo existente entre o “renascer de novo” e o “progredir sempre” como sendo um dos grandes instrumentos da lei.

No Livro dos Espíritos, questão 167, o codificador interroga aos espíritos: “Qual o fim objetivado com a reencarnação?”

Obtendo como resposta: “Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isso, onde há justiça?”

Tais reflexões vêm nos indicar o grande valor dos mecanismos reencarnatórios para o ser, para as coletividades e principalmente para o progresso da humanidade.

Contudo, se todo o processo se verifica em torno das reencarnações, lógico é afirmar que toda a equação de progresso se estabelece em torno da base familiar, cabendo assim, às estruturas familiares organizadas, absorverem os impactos das vidas sucessivas, apresentando aos viajores da evolução, um roteiro seguro para que o progresso seja o destino de todos.

Nascemos em família, morremos em família e renascemos em família, e em família vivemos o cerne profundo de todo o cumprimento das leis de ação e de reação.

Sendo assim, podemos afirmar que a família se configura no grande “modus operandi” na edificação do progresso da humanidade pois, nela residem todos os esforços e todas as esperanças para a construção de homens melhores, com uma sociedade humana mais organizada e uma humanidade mais humana, pontos onde possa triunfar o amor ao próximo.

Alma querida, trabalhe pela família, se dê a família, acolha as famílias, como a guardar em si o mais puro dos diamantes, lugar onde o Divino lapidário, não se cansa de produzir as mais finas joias para adornar o amor.

Alma querida, poder viver em família é bom demais, viver bem em família é maravilhoso. Amar a nossa família é o ápice do sentimento cristão.

Ame a sua família!

Paz e muitas alegrias!

 

Scheilla

Psicografado por Jairo Avellar 

%d blogueiros gostam disto: